O ano de 2025 trouxe mudanças significativas no modo como indústrias e produtores operam, impulsionando mudanças nas tecnologias que fundamentam a automação.
O Drive Insights nasce nesse contexto, como um espaço dedicado à análise técnica e aplicada. Criado pela Drive Automação e Tecnologia, o blog tem como objetivo ir além da notícia e do hype, traduzindo inovação em impacto real para quem projeta, opera e toma decisões técnicas.
Em 2025, a automação, a IoT e a engenharia passaram por um dos seus períodos mais marcantes, impulsionados pela combinação de inteligência artificial, novos padrões de conectividade, sensores mais precisos e sistemas energéticos mais eficientes.
Essas inovações alteraram o dia a dia de indústrias e produtores, tornando viável aquilo que antes dependia de uma grande infraestrutura e longos ciclos de desenvolvimento. Mais do que melhorias, 2025 trouxe uma mudança de rota e é esse cenário que analisamos a seguir.
Integração de IA e Machine Learning com IoT
A fusão da Internet das Coisas com Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning em 2025 permitiu que os dispositivos IoT não apenas coletassem dados, mas os analisassem em tempo real. O grande avanço foi a redução da dependência da nuvem, com decisões sendo tomadas localmente, perto da fonte dos dados. Isso possibilitou a criação de sistemas de decisão inteligente, onde as máquinas não apenas monitoram, mas otimizam processos.
Exemplo prático: sistemas de manutenção preditiva passaram a combinar coleta contínua de dados em campo com processamento avançado em servidores centrais, enquanto etapas específicas de inferência e detecção de anomalias passaram a ocorrer no nível de gateways ou edge computing. Essa abordagem reduziu o tempo de resposta a falhas iminentes, permitiu ações locais mesmo em cenários de conectividade limitada e contribuiu para a diminuição de paradas não planejadas e custos operacionais.
Confira aqui artigo sobre Machine Learning
Crescimento da conectividade: 5G e eSIM no IoT
Em 2025, a evolução das redes celulares, em especial o 5G, ampliou as possibilidades de aplicações de IoT que exigem baixa latência, maior largura de banda e comunicação mais estável, fatores diretamente relacionados ao modem e à infraestrutura de rede utilizada. Esses avanços foram determinantes para sistemas de automação, monitoramento em tempo real e processamento no edge, onde o tempo de resposta é crítico.
Paralelamente, o eSIM passou a ganhar espaço em hubs, RTUs e edge gateways, não por questões de desempenho de comunicação, mas pelos ganhos operacionais e de arquitetura que oferece. Ao permitir provisionamento remoto, troca de operadora via software e maior flexibilidade contratual, o eSIM reduziu a dependência de intervenções físicas e aumentou a resiliência de sistemas distribuídos.
Essa separação de funções tornou-se clara: enquanto o modem e a rede definem o desempenho, o eSIM define a capacidade de gestão e continuidade da conectividade. Em arquiteturas industriais modernas, concentrar o eSIM no nível do gateway permitiu simplificar dispositivos de campo e, ao mesmo tempo, aumentar a confiabilidade global da solução, especialmente em ambientes remotos ou de difícil acesso.
Segurança e privacidade: maior proteção no uso de IoT
À medida que mais dispositivos IoT são conectados, a segurança tornou-se uma prioridade urgente. Em 2025, as arquiteturas de segurança em IoT evoluíram para estruturas distribuídas, onde múltiplas camadas de proteção garantem a integridade das redes. Criptografia de ponta a ponta, autenticação de dispositivos e atualizações de firmware seguras se tornaram componentes padrão nas plataformas industriais.
Empresas que adotaram essas inovações de segurança conseguiram reduzir riscos de ataques cibernéticos e manter a continuidade operacional sem comprometer a privacidade dos dados.
Leia aqui artigo sobre segurança no IoT
Plataformas Low-Code: a automação ao alcance de todos
As plataformas low-code deram um salto significativo em 2025, ultrapassando o status de ferramentas de prototipagem para se tornarem soluções reais de automação industrial. O Node-RED 4.0, por exemplo, permitiu criar fluxos de dados mais complexos e integrados com protocolos industriais sem a necessidade de centenas de linhas de código. A adoção dessas plataformas acelerou a implementação de sistemas de automação e controle em diversas indústrias, incluindo energia, manufatura e agroindústria, permitindo que mais empresas aproveitassem a automação sem depender de grandes equipes de TI.
Texto: João Victor Souza.
Revisão: Diego Stefanello.






